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Empresário que criou Inhotim é condenado a nove anos de prisão

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Foto: Site do Instituto Inhotim/Divulgação
Foto: Site do Instituto Inhotim/Divulgação

Na última quinta-feira (16) o Ministério Público Federal divulgou a condenação do empresário Bernardo Mello Paz. A decisão foi tomada em setembro, porém só foi divulgada agora. O empresário foi quem idealizou o Museu Inhotim nos anos 80 e foi condenado por lavagem de dinheiro em movimentações financeiras de empresas em que foi sócio. A reclusão chega a nove anos e três meses, mas a defesa de Paz já recorreu da sentença.

As principais acusações retomam o período em que o empresário foi proprietário do conglomerado Itaminas, que é composto por 29 empresas, a maioria na área de mineração e siderurgia.

A denúncia foi apresentada em 2013, onde o empresário e sua irmã, Virgínia Mello Paz, também condenada no processo, são acusados de lavagem de ativos de suas empresas, escondendo as origens de recursos provenientes de sonegação de contribuições previdenciárias entre os anos 2007 e 2008. Entre as empresas investigadas pelas movimentações irregulares está a Horizonte Ltda, criada com o intuito de manter o instituto Inhotim a partir de doações de outras empresas.

Segundo a procuradoria a empresa teria repassado cerca US$ 95 milhões em doações a Inhotim e a outras empresas de Mello Paz. Saques em espécies nas contas do grupo foram identificados sem identificar o destino final do dinheiro.

Nota de esclarecimento

Diante dos fatos e da condenação o Instituto Inhotim divulgou uma nota de esclarecimento onde se posiciona em relação ao caso. De acordo com a mesma “ A instituição é sem fins lucrativos, qualificada pelo governo estadual como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), sem ligação com as empresas de Bernardo Paz, não respondendo ou participando, portanto, de nenhuma questão de âmbito pessoal que o envolva. ”

“Para realização de suas ações socioeducativas e manutenção de seus acervos botânico e artístico, o Instituto é mantido com recursos de doações de pessoas físicas e jurídicas, de maneira direta e incentivada, com amparo na Lei Federal e Estadual de Incentivo à Cultura. ”

Para acessar a nota na íntegra clique aqui.

 

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